O Renault Kwid E-Tech não será mais vendido no Brasil. Mesmo após receber uma reestilização recente com novo visual e mais equipamentos de segurança, o hatch elétrico saiu oficialmente de linha no mercado nacional.
 
A confirmação foi feita pela própria Renault após o modelo desaparecer do configurador oficial da marca.
 
Baixas vendas aceleraram despedida
 
Os números de vendas já indicavam que o futuro do compacto elétrico era incerto. Entre janeiro e abril de 2026, apenas 215 unidades foram emplacadas no Brasil.
 
O cenário ficou ainda mais complicado diante do crescimento dos concorrentes chineses. No mesmo período:
  • o BYD Dolphin Mini somou mais de 21 mil unidades vendidas;
  • o Geely EX2 ultrapassou 6 mil emplacamentos.
 
O avanço da Geely no Brasil é visto como um dos fatores por trás da decisão da Renault, principalmente após a fabricante chinesa adquirir 26,4% das operações da Renault no país.
 
Renault perde posto de elétrico mais barato do Brasil
 
 
Com a saída do Kwid E-Tech, o ranking dos elétricos mais baratos do país também muda.
 
O Renault custava R$ 99.990 e ocupava o posto de elétrico mais acessível do mercado brasileiro. Agora, a posição passa para o BYD Dolphin Mini, vendido por R$ 119.990.
 
Já o Geely EX2 parte atualmente de R$ 123.800.
 
Como era o Kwid E-Tech
 
O modelo chegou oficialmente ao Brasil em 2022 e encerra a trajetória com pouco mais de 3 mil unidades vendidas no país.
 
O hatch utilizava:
  • motor elétrico de 65 cv;
  • torque de 11,5 kgfm;
  • bateria de 26,8 kWh;
  • autonomia de até 180 km segundo o Inmetro.
 
Entre os equipamentos estavam:
📱 central multimídia de 10”
📷 câmera de ré
🛑 frenagem automática de emergência
🚘 controle de estabilidade
📶 Android Auto e Apple CarPlay sem fio
 
Renault segue com apenas um elétrico no país
 
Com o fim do Kwid E-Tech, o único carro 100% elétrico da Renault vendido oficialmente no Brasil passa a ser o Megane E-Tech, atualmente oferecido por R$ 279.990.
 
A saída do hatch também reforça o momento de transformação do mercado nacional, cada vez mais dominado por marcas chinesas no segmento de veículos elétricos.