Motoristas que trafegam pela BR-425, na região de fronteira de Rondônia, voltaram a utilizar a antiga ponte da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré após o início de serviços de manutenção na nova ponte sobre o Ribeirão, no sentido Guajará-Mirim.
 
A mudança no tráfego é temporária e ocorre devido a intervenções realizadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na estrutura mais recente, inaugurada em 2024.
 
MANUTENÇÃO PREVENTIVA
 
Segundo o DNIT, os serviços não estão relacionados a problemas estruturais na ponte. As intervenções são consideradas preventivas e estão concentradas principalmente nas cabeceiras, que são as áreas de acesso à travessia.
 
De acordo com o órgão, infiltrações causadas pela última cheia, que chegou a alagar trechos da rodovia, provocaram desgaste no pavimento, exigindo reparos para evitar danos maiores.
 
Entre os pontos destacados pelo DNIT, estão:
 
• recuperação do asfalto nas cabeceiras
• correção de pontos afetados pela umidade
• ajustes no pavimento da pista de acesso
 
O órgão reforçou que a estrutura da ponte permanece intacta e que os serviços não comprometem a segurança da travessia.
 
RETORNO DA PONTE HISTÓRICA
 
Com a interdição parcial da nova ponte, a antiga estrutura da Madeira-Mamoré voltou a ser utilizada como rota alternativa. A travessia, que havia sido praticamente desativada após a entrega da nova ponte, passou a receber novamente o fluxo de veículos.
 
A situação chamou a atenção de motoristas, principalmente pelo simbolismo histórico da estrutura, que marcou época na região e agora volta a cumprir função importante, ainda que de forma provisória.
 
IMPORTÂNCIA DA BR-425
 
A BR-425 é considerada estratégica para Rondônia, especialmente na região de fronteira. A rodovia conecta municípios como Nova Mamoré e Guajará-Mirim e é fundamental para o transporte de pessoas, mercadorias e serviços.
 
Além disso, a estrada terá papel ainda mais relevante com a futura ponte binacional sobre o Rio Mamoré, que está em construção e deve fortalecer a integração entre Brasil e Bolívia.
 
TRÁFEGO TEMPORÁRIO
 
Enquanto os serviços seguem em andamento, o fluxo pela ponte antiga deve permanecer como alternativa. A expectativa é de que, após a conclusão da manutenção, o tráfego seja normalizado na nova estrutura.
 
Até lá, motoristas devem redobrar a atenção ao trafegar pela região, respeitando a sinalização e as orientações de segurança no trecho.