O Detran-MS publicou, nesta terça-feira (20), uma portaria que estabelece novos critérios para o exame prático de direção veicular no Mato Grosso do Sul. As mudanças entram em vigor a partir de 26 de janeiro de 2026 e seguem diretrizes do Contran, dentro do programa CNH do Brasil.
Embora as novas regras ainda não tenham sido adotadas em Rondônia, o tema desperta interesse em cidades como Porto Velho, onde candidatos à habilitação frequentemente relatam dificuldades durante a prova prática.
Fim da eliminação automática
Uma das principais mudanças é o fim da eliminação automática durante o exame. Com o novo modelo, os erros passam a ser convertidos em pontuação ao longo da avaliação.
- Erros leves passam a valer 1 ponto;
- Erros gravíssimos passam a valer 6 pontos.
A aprovação ou reprovação passa a considerar o desempenho geral do candidato, e não mais um único erro cometido durante a prova.
Primeiro reteste será gratuito
Outro ponto que chama atenção é a gratuidade do primeiro reteste. Segundo o ministro dos Transportes, Renan Filho, caso o candidato seja reprovado na primeira tentativa, poderá refazer o exame prático sem a cobrança de nova taxa.
Baliza deixa de ser obrigatória
Com a alteração, a etapa de baliza deixa de ser obrigatória. A avaliação passa a ser realizada exclusivamente em percurso, com foco em situações reais do trânsito.
Itens obrigatórios da prova
O exame prático terá duração mínima de 10 minutos e deverá incluir, obrigatoriamente:
- Seis conversões à esquerda;
- Seis conversões à direita;
- Três estacionamentos laterais;
- Percurso em linha reta de, no mínimo, mil metros, para avaliação da troca de marchas e controle do veículo;
- Dois retornos, inclusive em canteiro central, quando possível.
Reflexo para Porto Velho
As mudanças adotadas no Mato Grosso do Sul reacendem o debate sobre o formato do exame prático em outras capitais. Em Porto Velho, candidatos costumam apontar a baliza como um dos principais obstáculos da prova.
Até o momento, o Detran-RO não anunciou alterações nas regras do exame prático no estado. Qualquer mudança dependerá de regulamentação própria, mesmo seguindo normas nacionais.