A Stellantis anunciou a ampliação de sua parceria com a fabricante chinesa Dongfeng para a produção de novos veículos das marcas Jeep e Peugeot na China. O acordo prevê a fabricação de quatro modelos inéditos a partir de 2027, sendo dois da Jeep e dois da Peugeot.
Os veículos serão produzidos na fábrica da joint-venture Dongfeng Peugeot Citroën Automobile (DPCA), localizada em Wuhan, na China. Parte dos modelos será voltada ao mercado chinês e outra parte destinada à exportação.
Jeep voltará a produzir veículos na China
Com o novo acordo, a Jeep retomará a produção de veículos em território chinês após encerrar sua parceria com a GAC em 2022.
Na época, a fabricante enfrentou dificuldades comerciais, baixa competitividade e problemas para adaptar os modelos ao mercado local.
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Agora, a marca retorna apostando em veículos com motorização eletrificada, embora os modelos que serão produzidos ainda não tenham sido oficialmente revelados.
Peugeot prepara nova geração de elétricos
A Peugeot utilizará a nova parceria para lançar dois veículos elétricos inéditos baseados na nova linguagem visual apresentada durante o Salão do Automóvel de Pequim 2026.
Os conceitos mostrados pela marca antecipam:
- faróis ultrafinos;
- visual futurista;
- grades fechadas;
- design voltado à eletrificação.
Os futuros modelos deverão seguir a identidade visual apresentada nos conceitos Peugeot Concept 6 e Peugeot Concept 8.
Fábrica receberá investimentos bilionários
Segundo informações divulgadas pela Stellantis, a DPCA investirá cerca de 1 bilhão de euros aproximadamente R$ 5,8 bilhões para adaptar a fábrica de Wuhan aos novos projetos.
Além disso, a Stellantis fará aporte adicional de cerca de 130 milhões de euros.
A planta receberá:
- novas linhas automatizadas;
- estrutura para produção de motores elétricos;
- modernização industrial voltada à eletrificação.
China ganha força na estratégia global
A ampliação da parceria faz parte de um movimento global das montadoras, que buscam utilizar a China como polo de produção tecnológica e exportação.
Além da redução de custos produtivos, o mercado chinês também se tornou estratégico para desenvolvimento de veículos eletrificados e novas plataformas automotivas.