O mercado brasileiro de motocicletas segue em forte crescimento em 2026. Segundo dados divulgados pela Fenabrave, o Brasil registrou 210.649 emplacamentos de motos apenas no mês de abril.
 
No acumulado entre janeiro e abril, o setor já soma 782.527 unidades vendidas em todo o país.
 
O número representa um avanço significativo em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registrados 656.587 emplacamentos.
 
Honda domina ranking das motos mais vendidas
 
A Honda segue liderando com ampla vantagem o mercado nacional de motocicletas.
 
Os três modelos mais vendidos de abril pertencem à fabricante japonesa:
  • Honda CG 160 — 46.949 unidades;
  • Honda Biz — 23.449 unidades;
  • Honda Pop 110i ES — 23.372 unidades.
  • CG 160 segue como referência
 
Na categoria City, considerada a mais forte do mercado brasileiro e responsável por 38,83% das vendas, a Honda CG 160 continua dominando.
 
Somando os números até abril de 2026, o modelo já acumula 168.739 unidades emplacadas.
 
Royal Enfield e Harley se destacam
 
Em segmentos mais específicos, outras fabricantes também chamaram atenção.
 
Na categoria Custom e Touring, os destaques ficaram para:
  • Royal Enfield Himalayan 450, com 2.383 unidades vendidas;
  • Harley-Davidson Road Glide, com cerca de 202 unidades comercializadas.
 
Yamaha e Shineray aparecem no ranking
 
Além da Honda, outras marcas seguem ampliando participação no mercado brasileiro.
 
A Yamaha aparece na segunda colocação entre as fabricantes, com 29.402 motos emplacadas em abril.
 
Na sequência surgem:
  • Shineray — 12.507 unidades;
  • Mottu — 9.764 unidades;
  • Bajaj — 3.190 unidades.
 
A Bajaj entrou pela primeira vez no Top 5 de marcas mais vendidas do país.
 
Motos elétricas também avançam
 
O segmento de motos eletrificadas e híbridas também apresentou crescimento.
 
Segundo a Fenabrave, foram 6.158 motocicletas eletrificadas emplacadas em abril de 2026, alta de 5% em relação ao ano anterior.
 
A entidade aponta que o crescimento está ligado principalmente:
  • aos serviços de entrega;
  • deslocamentos urbanos de curta distância;
  • aumento da presença de motos elétricas nos grandes centros urbanos.