O Governo Federal anunciou nesta quinta-feira (10) duas novas frentes voltadas à modernização da indústria automotiva brasileira: o IPI Verde e o Programa Carro Sustentável. As iniciativas buscam estimular a produção e venda de veículos mais eficientes e menos poluentes, por meio de reduções ou isenções de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para modelos que atendam a critérios técnicos de sustentabilidade.
A mudança é vista como uma resposta ao avanço global da eletromobilidade e às metas de descarbonização, e poderá impactar diretamente o preço final dos carros no Brasil, tornando modelos mais limpos mais acessíveis à população.
COMO FUNCIONARÁ O IPI VERDE
O novo modelo tributário será aplicado proporcionalmente ao nível de eficiência energética e às emissões de carbono dos veículos. Modelos que poluem menos ou consomem menos combustível pagarão alíquota menor ou até zero, enquanto carros com alta emissão terão IPI maior.
A medida vale para automóveis leves e faz parte de uma revisão mais ampla da política industrial, que também deve beneficiar veículos elétricos, híbridos e a etanol.
PROGRAMA CARRO SUSTENTÁVEL
Já o Programa Carro Sustentável pretende estimular o desenvolvimento de tecnologias automotivas nacionais com foco em sustentabilidade, oferecendo incentivos fiscais e financiamento para pesquisa e inovação. A expectativa é de que a medida também fomente a renovação da frota nacional, substituindo veículos antigos por modelos mais modernos e econômicos.
O QUE DIZ O GOVERNO
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o novo modelo de tributação faz parte de um conjunto de medidas que visam transformar o setor automotivo brasileiro em um vetor de inovação tecnológica e sustentabilidade ambiental. A pasta acredita que a mudança trará ganhos para o meio ambiente, indústria e consumidores.
IMPACTO NO PREÇO DOS VEÍCULOS
Embora ainda não tenha sido detalhado o percentual de redução por categoria, especialistas afirmam que o IPI Verde pode representar economia imediata de até 10% no preço final de alguns modelos, principalmente híbridos leves, elétricos e os movidos a etanol com melhor eficiência.